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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Gruiformes
Família: Rallidae
 Rafinesque, 1815
Espécie: A. mangle

Nome Científico

Aramides mangle
(Spix, 1825)

Nome em Inglês

Little Wood-Rail


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Saracura-do-mangue

A saracura-do-mangue é uma ave gruiforme da família Rallidae. Também conhecida como saracura-da-praia e siricoia-do-mangue.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do grego aramos = um tipo de garça mencionado por Hesinquio; e -öides = semelhante (fazendo referência a Aramus guarauna, o carão); e do espanhol mangle = mangue. ⇒ (ave) semelhante a uma garça do mangue.

Características

Em particular, o queixo e parte superior são cinza ou brancos. O restante e o peito são vermelhos. Coroa, os lados da cabeça e pescoço são cinza. Uma característica não aparente é a impressionante coloração vermelho-alaranjada da parte proximal da maxila.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Espécies semelhantes

Ajuda na identificação

A saracura-do-mangue possui uma certa semelhança com outras espécies de seu gênero (Aramides) e pode ser visualmente confundida com outras três espécies: a saracura-três-potes (Aramides cajaneus), a saracura-do-mato (Aramides saracura) e a saracuruçu (Aramides ypecaha). A diferença visual mais clara entre as quatro espécies é a extensão das partes acinzentadas e de cor de telha no corpo dessas aves.

A saracura-três-potes e a saracura-do-mangue possuem o pescoço cinza e peito e barriga em cor de telha, porém apenas a saracura-do-mangue possui a garganta na cor de telha, com sua nuca na cor acinzentada.
A saracura-do-mato possui as cores invertidas em relação à saracura-do-mangue (exceto sua cabeça que continua quase completamente cinza): sua garganta, peito e barriga são na cor cinza e sua nuca e manto são na cor de telha.
A saracuruçu é similar à saracura-do-mato (com garganta e peito cinzas), mas sua barriga é marrom clara, e a cor de telha de sua nuca atinge uma parte mais expressiva de sua cabeça que na saracura-do-mato.
Além dessas características na plumagem, é possível observar que a saracura-do-mangue e a saracuruçu podem apresentar uma coloração vermelho-alaranjada na parte proximal da maxila superior, enquanto que a saracura-três-potes e a saracura-do-mato não a possuem.

ESPÉCIE BARRIGA GARGANTA NUCA BICO
A. cajaneus Laranja-pálido Cinza-azulado Cinza-azulado Base amarela; ponta branca-esverdeada
A. mangle Laranja-forte Laranja Cinza-azulado Base vermelha; ponta amarela
A. saracura Cinza-azulado Cinza-azulado Castanho Base amarela; ponta branca-esverdeada
A. ypecaha Rosa-pálido Cinza-azulado Castanho Base amarela; ponta branco-esverdeada
Abaixo, alguns registros que ajudam na comparação entre as quatro espécies.

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Vasculha a margem do mangue buscando pequenos caranguejos, pois com seu bico alongado consegue capturá-los dentro das tocas. Como toda saracura, é oportunista e pode alimentar-se de uma certa variedade de itens.

Hábitos reprodutivos…

Hábitos

É conhecida por habitar os manguezais costeiros e as florestas da vizinhança, e um dos seus nomes brasileiros é “saracura-da-praia”, que significa “Beach Woodrail” (Sick 1997). No entanto, a espécie também ocorre mais no interior (Meyer de Schauensee 1970). Os movimentos migratórios desta espécie rumo ao interior do continente ainda são pouco conhecidos. Uma curiosidade sobre isso é que a espécie parece preferir plantações de café enquanto está na parte mais interiorana do continente.

Com a redução dos manguezais em toda a faixa litorânea, a saracura tem resistido mesmo em faixas muito pequenas de mangue, desde que encontre alimento. Já registrada em faixas de menos de 100 metros de extensão e pouca vegetação. No litoral vive uma parte do ano no manguezal mas também adentra pelas matas úmidas como restinga alta, mata paludosa, beira de córregos, mata ciliar e brejos geralmente durante épocas mais frias.

Ave dócil e de comportamento tranquilo, geralmente se aproximando do observador sem aparentar medo.

Distribuição Geográfica

Ocorre nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe.

Referências

Consulta bibliográfica sobre subespécies:

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